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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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A natureza a falar - Solo

Mäyjo, 21.03.17

«Eu sou o Solo.
Estou nas colinas, nos vales,
Nos campos, nos pomares.
Sem mim, os humanos não existiriam.
Mas tratas-me como sujeira.
Sabes que sou apenas uma pele fina neste planeta?
E que estou vivo?
Cheio de organismos que fazem crescer os teus alimentos?
Mas estou débil, seco, sobreusado, doente,
Por tua causa.
Fizeste-me definhar
Para menos de metade do que eu era apenas há cem anos.
Está a prestar atenção?
Estou a transformar-me em poeira.
Portanto, talvez me possas tratar com um pouco mais de respeito.
Suponho que queiras continuar a comer,
Certo?»


Um vídeo de Conservation International com locução de Edward Norton.

Como as estrelas influenciam as árvores

Mäyjo, 20.03.17

arvore_a

 

A fotógrafa norte-americana Beth Moon passou 14 anos a fotografar algumas das mais velhas árvores do mundo. E, quando o fez, utilizou dois cenários: o dia e o estrelado. Neste, que foi publicado no projeto Diamond Nights, a fotógrafa de San Francisco inspirou-se pela forma como o crescimento das árvores é influenciado pelo movimento celeste e ciclos astrais.

 

“A nossa relação com o selvagem sempre teve um papel importante no meu trabalho”, explicou Moon. “Esta série de fotografias foi inspirada por dois estudos científicos fascinantes, que ligam o crescimento das árvores ao movimento celeste e ciclos astrais”, explica a fotógrafa no seu site.

O primeiro estudo conclui que a radiação cósmica impacta mais o crescimento das árvores que a temperatura anual ou chuva; o segundo descobriu que os rebentos mudam de tamanho e forma numa correlação direta com a lua e os planetas.

Neste projeto, uma guia levou Moon a cada local durante o dia. Ela voltou ao lugar marcado, à noite, e capturou estas imagens. As árvores foram fotografadas em países como Namíbia, Botswana e África do Sul.

 

ESTE MAGNÍFICO EDIFÍCIO ADAPTA-SE ÀS ESTAÇÕES DO ANO

Mäyjo, 19.03.17

Sharifi house 1

Teerão seria uma das últimas capitais onde esperávamos ver inovação arquitetónica, daquela que quebra barreiras nunca antes navegadas, mas a verdade é que o edifício Sharifi-Ha, na capital iraniana, está muito perto de conseguir esse feito.

 

Com cinco andares, o edifício conta com salas rotativas, criando novos espaços e adaptando-se às estações do ano. Segundo o atelier de arquitectura iraniano Nextoffice, que desenvolveu o projecto, esta característica móvel das divisões é conseguida com apenas um toque num botão, ficando assim o edifício com três salas rotativas: a sala do pequeno-almoço, o quarto de hóspedes e o escritório. Os três recantos podem rodar à procura de novos espaços, vistas ou luz.

Na verdade, estas divisões não são mais do que caixas de madeira, vistas de fora, com uma base rotativa. Durante os Invernos rigorosos de Teerão, elas podem fechar-se no edifício, mantendo a casa quente. No Verão, porém, elas abrem para ventilar a casa.

A casa tem ainda duas caves, para o ginásio e outras infra-estruturas de lazer. No rés-do-chão fica a garagem, enquanto no primeiro e segundos andares encontra-se o espaço dedicado ao convívio: a sala principal. Os dois últimos andares albergam os quartos, casa de banho, outra sala e uma cozinha.

“A casa adapta-se às necessidades funcionais dos seus ocupantes. O quarto de hóspedes pode ser reconfigurado para diferentes propósitos”, explicou um porta-voz da Nextoffice. “Com esta inovação, é possível termos diferentes cenários de luz e estações do ano”.

A casa é inspirada, na verdade, nas habitações tradicionais iranianas, que possuem salas de Verão e Inverno, consoante as diferenças de temperatura da época. Assim, estas divisões rotativas podem ser importantes para manter a casa quente no Inverno e fria no Verão, e não unicamente para propósitos de marketing e visibilidade.

A Sharifi-Ha foi nomeada para o Festival de Arquitetura do Mundo, em 2014.

 

 

CHITA ESTÁ MUITO PERTO DA EXTINÇÃO

Mäyjo, 18.03.17

chita

O animal terrestre mais rápido do mundo está a um pequeno passo da extinção, segundo dados agora divulgados no âmbito de uma investigação da Sociedade Zoófila de Londres e da Wildlife Conservation Society.

 

Segundo estas entidades, estima-se que em todo o mundo existem apenas cerca de 7.100 chitas, com somente 9% do território que é considerado o seu habitat natural a ser ocupado por esta espécie. O desaparecimento destes animais está a ser especialmente sentido na região da Ásia. Mas não é apenas nesta região que os números têm vindo a diminuir a um ritmo alarmante. No Irão, por exemplo, já só há cerca de 50 chitas a viver no país, e no Zimbabué os dados indicam que na última década cerca de 85% da população de chitas desapareceu, com a caça ilegal a ser apontada como a principal causa para muito provável extinção da espécie.

O estudo avança ainda com mais um dado que ajuda a perceber como se chegou a esta situação: cerca de 77% dos locais habitados por chitas não são zonas protegidas por lei, o que muito contribui para aumentar a ameaça a que estes animais estão sujeitos.

Depois de conhecidos estes dados, o objectivo passa agora por rever o nível de perigo da espécie, passando de “vulnerável” para ameaçada” na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Foto: via Creative Commons 

Largar tudo pela natureza

Mäyjo, 17.03.17

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